Custo de produção da arroba bovina em confinamento no Centro-Oeste sobe 11% em agosto
Maior tempo do rebanho no cocho e menor rendimento de arroba por animal contribuíram para o resultado
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Fonte: Jonatas Boni/Sistema Famato
O custo de alimentação dos rebanhos no Centro-Oeste na modalidade de confinamento recuou 9,38% em agosto para R$ 11,89 por cabeça/dia, mostra o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP). Entretanto, o maior tempo de cocho, que passou de 99 para 107 dias, e a menor produção, de 8,08 para 7,81 arrobas por animal, contribuíram para elevar o custo da arroba produzida em 11,07%, para R$ 200,61, e reduzir a lucratividade em 13,63%, para R$ 983,18 por cabeça.O indicador é calculado a partir de dados reais coletados pela tecnologia de gestão de confinamento (TGC), que gerencia mais de 57% das cabeças confinadas do país (Beef Report Abiec/2026).No Centro-Oeste, a queda foi puxada principalmente pela dieta de terminação, que recuou 8,45%, para R$ 1.022,62/ton, considerando a base em Mato Grosso do Sul. Os proteicos ficaram 24,85% mais baratos na ponderação e o DDG atingiu o menor preço do ano. Com isso, pela primeira vez desde fevereiro, a dieta de terminação do Centro-Oeste ficou mais barata que a do Sudeste, onde o custo foi de R$ 1.046,27/ton MS (-1,96%).No Sudeste, o movimento foi inverso, com alta de 1,59%, para R$ 1.163,88 por cabeça, maior resultado desde abril. Com isso, o Sudeste ampliou sua liderança na lucratividade da arroba produzida para R$ 180,70 por cabeça, maior diferença regional do ano.